16 de maio de 2007

CÃMARA DE LISBOA

Enquanto os pesos-pesados procuram maneira de ganhar poder, lançando actuais ministros e ex-polícias, Helena Roseta e Sá Fernandes pensam (no momento em que escrevo) na hipótese de uma coligação conjunta. Uma coisa de cidadania.
Se descobrir como, coloco o meu nome na lista de assinaturas de Roseta. Porque simpatizo com a ideia de uma arquitecta num mundo de empreiteiros. E também porque acho que ela está certa ao assumirs-se como cidadã que tem uma palavra a dizer. O problema é que os outros cidadãos não têm nem a inteligência dela, nem a capacidade de pensar por si. A maioria há-de ir votar na setinha laranja a que está habituada, ou no punhozito cor-de-rosa que costuma ver na televisão, ou,se morar na lapa (sobretudo na rua de São Domingos) em qualquer coisa que o CDS se lembre de atirar ao ar. Ah, e claro, os camaradas que nem fazem ideia nenhuma do nome do camarada que segurará a foice da inércia.
As eleições municipais não têm tradição de serem disputadas por pessoas, mas sim por partidos. Embora, possam chegar à derrota em virtude das pessoas, como foi o caso de Carrilho que perdeu para a mais improvável das figuras: o menino-guerreiro do cabelo lambido...
Helena sonha com a polis. Não chegará lá, como não chegará tão cedo ao poder nenhuma mulher experiente que não esteja feita com a opus dei (como é o caso de uma antiga e semper fides vereadora) ou com outra das várias forças que nos governam realmente. Mas ainda assim, é bonito.

Sem comentários: